sábado, 8 de julho de 2017

É já na próxima segunda

8.7.17

São irmãos. No primeiro, nunca se sabe muito bem ao que se vai. Não sabes se vais conseguir, se vai valer a pena, se te vais explicar como deves, se vais ou não fazer-te chegar aos "leitores".
O segundo foi apenas uma passagem para a outra margem.
Do primeiro e do segundo a melhor crítica que tive, ou a que mais importância teve para mim foi: é como se ela estivesse ao teu lado, e pagasse na tua mão para te ensinar.
O segundo representa para mim o afecto. O acreditar que as coisas que vestimos são algo que preenchemos de memórias, contém gente que admiro, sorrisos, memórias, e vá, espero que também ensine alguma coisa, mas foi o lugar onde aprendi. Desse, até agora a melhor crítica que tive foi: 
ÉS TU.
É ja na segunda, a apresentação oficial, na fnac chiado, pelas 18:30. Não deixem de ir e partilhar comigo, as piadas secas, o riso, muito provavelmente uma ou outra lágrima, mas acima de tudo esta história. 
É bonita, eu acho.
Foi escrita para ti, e para ti e para ti. Espero que tambem sintas o prazer que eu sinto quando o folheio. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

4 anos de Atelier

30.6.17


Faz hoje 4 anos que tenho estas chaves. Na época, não tinha este porta-chaves (ricardo rodrigues).
Faz hoje 4 anos que entro aqui todos os dias, e fecho-me, a por as ideias que tenho em prática, a criar peças, tantas que não sei quantas. E entre esse primeiro dia, já recebi aqui gente que adoro, que deixaram no ar oxcitocina que não cabe, que transborda pelas frestas das janelas... As portas rangem, o soalho é inclinado, mas há neste prédio, o Hotel Madrid, uma magia, uma energia ou sei lá, que me inspira.
Entre esse primeiro dia e hoje, escrevi aqui 2 livros, tenho 3 livros pensados para um dia qualquer, e pouco tempo para fazer tudo.
Acho que não correu mal, e tu?

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Defying gravity

26.6.17

Seja lá o que for que faças na vida, que não encaixe no comum, ainda que eu não saiba o que é "comum" (que hoje em dia sobreviver é já incomum), a sensação que eu tenho é que estamos a remar contra a maré. Se por um lado és audaz, quem disse que não é apenas medo? És corajosa ou tens apenas pavor de ficar sentada sem ideias ou recursos?
Estar como quero não é sequer um estado. Toda a gente sabe que essa coisa da felicidade nem existe, vemos isso a cada diz quando abrimos os olhos e depois desfolhamos um qualquer jornal. Hoje vou ser "famosa" 5 minutos e amanhã vou ter de correr para ter outra ideia qualquer ou...
Escrever livros não estava nos meus planos. 
Escrever livros é mesmo bom, quando eles estão nas prateleiras das livrarias, nas mãos das pessoas, quando estamos a dar autografos e a receber elogios, mas, o medo é que as pessoas podem não gostar, ele pode não chegar aos calcanhares do primeiro, podes ter dado um salto maior que a perna.
Escrever livros, fazer peças "de autor" ter um atelier, é, quase como desafiar a gravidade. E sim, o rush  que se sente é mesmo bom, por causa do medo, de te sentires parvinha quando vais a correr para ver o teu livro numa estante, numa fnac qualquer.
E autografos? Que tolice, no último fiz o disparate de me enganar no nome de uma das pessoas que eu mais gosto no mundo e chamei-a Patrícia, sabe deus porque!?
Mas não vou? Claro que vou.
É no dia 10 de Julho
Pelas 18:30
Na Fnac do Chiado
E sim, quero mesmo que todos estejam lá, pode ser tudo ao monte, de pé, ao encontrão, porque sem voces, não vale memso a pena saltar.
Mais, este livro que tenho na mão é para os meus queridos modelos autografarem. Sim, a Vânia, a Sara, a Maria Mar, a Maria João, a Alice, o Daniel, a Cristina, a Tânia, o Luís e o Romeu.
Sem voces este livro não seria tão bonito. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A razão pela qual...

14.6.17

Eu não faço mais roupa de homem, é que eu penso que a roupa de homem ou fica perfeita, ou pode ir para o lixo. Um homem com uma roupa mal amanhada é tudo menos cool.
Assim sendo, tem de ficar perfeito.
Ora tenho o linho perfeito.
Tenhos os botões perfeitos. 
A tesoura perfeita.
Falta atinar com o molde.
Falta todo o resto.
Que te parece?

domingo, 11 de junho de 2017

Para ti, o meu novo livro #happybirthday

11.6.17

Um dia entraste no meu atelier e pediste-me para arranjar estas calças. 
Quando olhei para elas, pensei que não tinham salvação. Eu não gostava nada de "arranjar coisas". Gostava de fazer coisas de raíz. 
Mas tentei. Disse muitas asneiras, mesmo aquela que começa com F. E costurei, refilei, mas no fim, pelo menos ficaram novas.
Depois, trouxeste-me outras coisas para transformar. As calças do teu avô. Coisas especiais às quais querias dar outra vida. 
Penso que desde o dia das calças, fiz aqui um desvio de percurso. E para quem me segue o trabalho, e evidente que os meus valores mudaram. Criei peças mais afectuosas, mais humanas. Passei a preocupar-me mais com o ambiente, com as pessoas que fazem as roupas que visto. Em que condições as fazem? Quanta água se gasta a fazer uma t-shirt? Ganham um salário, essas pessoas, para comprarmos roupa barata de usar e deitar fora no ano seguinte?
E agora reciclo, faço upcycling, ganho a vida com isto. 
As pessoas, os amigos, as pessoas com quem lidamos, ensinam-nos coisas. Aprendemos delas. Aprendemos coisas de nós, que nem sabiamos tinhamos dentro. 
O Filipe Almeida Santos deu-me uma coisa chamada "gang da malha" e sem saber estava a dar-me um livro que eu escrevi chamado "A terapia do Tricot". 
Tu, pediste-me para te arranjar umas calças, deste o nome à minha nova marca, e, alguém achou que isso valia um livro. Sai so no dia 23 de Junho. 
Tambem disse muitas palavras começadas com F. Uma delas é que estou muito FELIZ. 
A Isa disse-me uma vez que tu foste o maior embaixador da Re-uZ, que mais divulgaste, que mais ajudaste, por isso, neste dia em que tu fazes anos, posso contar-te numa espécie de presente, que a primeira frase que escrevi neste livro foi:
"Para o Romeu".
#happyhappybirthdaymydearfriend.

sábado, 27 de maio de 2017

Saying thank you

27.5.17

Ha muitos anos atrás alguém me mostrou um livro que foi dedicado a um tio meu que já faleceu. Contava parte da sua historia. Quando vi aquilo, e, sendo que o meu tio era um homem simples, um homem do mar, achei tão bonito. Nunca esqueci.
Quando escrevi o meu primeiro livro, que não tem claro o peso dum romance, dediquei-o ao Filipe e à Luisa, duas pessoas muito especiais para mim. Tive também cuidado de não esquecer ninguem nos agradecimentos, tarefa impossivel.
Estou neste lugar outra vez. Este livro tambem foi dedicado a alguem de quem gosto muito e que sem querer me ajudou muito. E os agradecimentos são uma longa lista.
Eu sei que fui eu que escrevi e blábláblá. Tambem sei, que nunca devemos deixar de agradecer às pessoas, por nos terem dedicado o seu tempo, sem terem nada em troca.
Sempre que abro um livro são os nomes que eu procuro, os nomes que de alguma forma foram importalizados. Estou a ser dramatica, esta semana tem sido dificil, o meu pai, que tambem foi mencionado nesse livro, faleceu na semana do meu aniversario, ha muitos anos atras.
Espero que numa escala de não romance, esses nomes que ficarão para sempre (ou enquanto haja papel) nas prateleiras das livrarias e das casas, saibam, o quão importantes são para mim.
Agora vou ler mais uma vez, só para ter a certeza.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

48

24.5.17

Fui comfirmar ao cc só para ter a certeza. E sim. Faltam 2 para os 50. De tantas coisas que acho mudaram do lado de fora, as patas de galinha e essas coisas assim, quando me olho nos olhos, sou igual à do fatinho azul petroleo da foto que mostrei há uns dias. Já sou crescida, mas, no dia dos anos, ainda quero os mimos. Ainda quero pensar que todo o tempo que dedico aos outros volte de alguma forma. 
Por isso, este post serve para dizer obrigada. A todos os que tirarem dois minutos para me mimar, para mandar os parabens, dizer que gostam de mim, dar-me força, para me dizerem que mereço o vosso carinho e amor e atenção. Porque não consigo agradecer a todos... Os que amo, os que mal conheço. Obrigada. E agora vou escrever e fazer emendas que tambem eu tenho um presente para acabar.