sábado, 8 de julho de 2017

É já na próxima segunda

8.7.17

São irmãos. No primeiro, nunca se sabe muito bem ao que se vai. Não sabes se vais conseguir, se vai valer a pena, se te vais explicar como deves, se vais ou não fazer-te chegar aos "leitores".
O segundo foi apenas uma passagem para a outra margem.
Do primeiro e do segundo a melhor crítica que tive, ou a que mais importância teve para mim foi: é como se ela estivesse ao teu lado, e pagasse na tua mão para te ensinar.
O segundo representa para mim o afecto. O acreditar que as coisas que vestimos são algo que preenchemos de memórias, contém gente que admiro, sorrisos, memórias, e vá, espero que também ensine alguma coisa, mas foi o lugar onde aprendi. Desse, até agora a melhor crítica que tive foi: 
ÉS TU.
É ja na segunda, a apresentação oficial, na fnac chiado, pelas 18:30. Não deixem de ir e partilhar comigo, as piadas secas, o riso, muito provavelmente uma ou outra lágrima, mas acima de tudo esta história. 
É bonita, eu acho.
Foi escrita para ti, e para ti e para ti. Espero que tambem sintas o prazer que eu sinto quando o folheio. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

4 anos de Atelier

30.6.17


Faz hoje 4 anos que tenho estas chaves. Na época, não tinha este porta-chaves (ricardo rodrigues).
Faz hoje 4 anos que entro aqui todos os dias, e fecho-me, a por as ideias que tenho em prática, a criar peças, tantas que não sei quantas. E entre esse primeiro dia, já recebi aqui gente que adoro, que deixaram no ar oxcitocina que não cabe, que transborda pelas frestas das janelas... As portas rangem, o soalho é inclinado, mas há neste prédio, o Hotel Madrid, uma magia, uma energia ou sei lá, que me inspira.
Entre esse primeiro dia e hoje, escrevi aqui 2 livros, tenho 3 livros pensados para um dia qualquer, e pouco tempo para fazer tudo.
Acho que não correu mal, e tu?

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Defying gravity

26.6.17

Seja lá o que for que faças na vida, que não encaixe no comum, ainda que eu não saiba o que é "comum" (que hoje em dia sobreviver é já incomum), a sensação que eu tenho é que estamos a remar contra a maré. Se por um lado és audaz, quem disse que não é apenas medo? És corajosa ou tens apenas pavor de ficar sentada sem ideias ou recursos?
Estar como quero não é sequer um estado. Toda a gente sabe que essa coisa da felicidade nem existe, vemos isso a cada diz quando abrimos os olhos e depois desfolhamos um qualquer jornal. Hoje vou ser "famosa" 5 minutos e amanhã vou ter de correr para ter outra ideia qualquer ou...
Escrever livros não estava nos meus planos. 
Escrever livros é mesmo bom, quando eles estão nas prateleiras das livrarias, nas mãos das pessoas, quando estamos a dar autografos e a receber elogios, mas, o medo é que as pessoas podem não gostar, ele pode não chegar aos calcanhares do primeiro, podes ter dado um salto maior que a perna.
Escrever livros, fazer peças "de autor" ter um atelier, é, quase como desafiar a gravidade. E sim, o rush  que se sente é mesmo bom, por causa do medo, de te sentires parvinha quando vais a correr para ver o teu livro numa estante, numa fnac qualquer.
E autografos? Que tolice, no último fiz o disparate de me enganar no nome de uma das pessoas que eu mais gosto no mundo e chamei-a Patrícia, sabe deus porque!?
Mas não vou? Claro que vou.
É no dia 10 de Julho
Pelas 18:30
Na Fnac do Chiado
E sim, quero mesmo que todos estejam lá, pode ser tudo ao monte, de pé, ao encontrão, porque sem voces, não vale memso a pena saltar.
Mais, este livro que tenho na mão é para os meus queridos modelos autografarem. Sim, a Vânia, a Sara, a Maria Mar, a Maria João, a Alice, o Daniel, a Cristina, a Tânia, o Luís e o Romeu.
Sem voces este livro não seria tão bonito. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A razão pela qual...

14.6.17

Eu não faço mais roupa de homem, é que eu penso que a roupa de homem ou fica perfeita, ou pode ir para o lixo. Um homem com uma roupa mal amanhada é tudo menos cool.
Assim sendo, tem de ficar perfeito.
Ora tenho o linho perfeito.
Tenhos os botões perfeitos. 
A tesoura perfeita.
Falta atinar com o molde.
Falta todo o resto.
Que te parece?

domingo, 11 de junho de 2017

Para ti, o meu novo livro #happybirthday

11.6.17

Um dia entraste no meu atelier e pediste-me para arranjar estas calças. 
Quando olhei para elas, pensei que não tinham salvação. Eu não gostava nada de "arranjar coisas". Gostava de fazer coisas de raíz. 
Mas tentei. Disse muitas asneiras, mesmo aquela que começa com F. E costurei, refilei, mas no fim, pelo menos ficaram novas.
Depois, trouxeste-me outras coisas para transformar. As calças do teu avô. Coisas especiais às quais querias dar outra vida. 
Penso que desde o dia das calças, fiz aqui um desvio de percurso. E para quem me segue o trabalho, e evidente que os meus valores mudaram. Criei peças mais afectuosas, mais humanas. Passei a preocupar-me mais com o ambiente, com as pessoas que fazem as roupas que visto. Em que condições as fazem? Quanta água se gasta a fazer uma t-shirt? Ganham um salário, essas pessoas, para comprarmos roupa barata de usar e deitar fora no ano seguinte?
E agora reciclo, faço upcycling, ganho a vida com isto. 
As pessoas, os amigos, as pessoas com quem lidamos, ensinam-nos coisas. Aprendemos delas. Aprendemos coisas de nós, que nem sabiamos tinhamos dentro. 
O Filipe Almeida Santos deu-me uma coisa chamada "gang da malha" e sem saber estava a dar-me um livro que eu escrevi chamado "A terapia do Tricot". 
Tu, pediste-me para te arranjar umas calças, deste o nome à minha nova marca, e, alguém achou que isso valia um livro. Sai so no dia 23 de Junho. 
Tambem disse muitas palavras começadas com F. Uma delas é que estou muito FELIZ. 
A Isa disse-me uma vez que tu foste o maior embaixador da Re-uZ, que mais divulgaste, que mais ajudaste, por isso, neste dia em que tu fazes anos, posso contar-te numa espécie de presente, que a primeira frase que escrevi neste livro foi:
"Para o Romeu".
#happyhappybirthdaymydearfriend.

sábado, 27 de maio de 2017

Saying thank you

27.5.17

Ha muitos anos atrás alguém me mostrou um livro que foi dedicado a um tio meu que já faleceu. Contava parte da sua historia. Quando vi aquilo, e, sendo que o meu tio era um homem simples, um homem do mar, achei tão bonito. Nunca esqueci.
Quando escrevi o meu primeiro livro, que não tem claro o peso dum romance, dediquei-o ao Filipe e à Luisa, duas pessoas muito especiais para mim. Tive também cuidado de não esquecer ninguem nos agradecimentos, tarefa impossivel.
Estou neste lugar outra vez. Este livro tambem foi dedicado a alguem de quem gosto muito e que sem querer me ajudou muito. E os agradecimentos são uma longa lista.
Eu sei que fui eu que escrevi e blábláblá. Tambem sei, que nunca devemos deixar de agradecer às pessoas, por nos terem dedicado o seu tempo, sem terem nada em troca.
Sempre que abro um livro são os nomes que eu procuro, os nomes que de alguma forma foram importalizados. Estou a ser dramatica, esta semana tem sido dificil, o meu pai, que tambem foi mencionado nesse livro, faleceu na semana do meu aniversario, ha muitos anos atras.
Espero que numa escala de não romance, esses nomes que ficarão para sempre (ou enquanto haja papel) nas prateleiras das livrarias e das casas, saibam, o quão importantes são para mim.
Agora vou ler mais uma vez, só para ter a certeza.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

48

24.5.17

Fui comfirmar ao cc só para ter a certeza. E sim. Faltam 2 para os 50. De tantas coisas que acho mudaram do lado de fora, as patas de galinha e essas coisas assim, quando me olho nos olhos, sou igual à do fatinho azul petroleo da foto que mostrei há uns dias. Já sou crescida, mas, no dia dos anos, ainda quero os mimos. Ainda quero pensar que todo o tempo que dedico aos outros volte de alguma forma. 
Por isso, este post serve para dizer obrigada. A todos os que tirarem dois minutos para me mimar, para mandar os parabens, dizer que gostam de mim, dar-me força, para me dizerem que mereço o vosso carinho e amor e atenção. Porque não consigo agradecer a todos... Os que amo, os que mal conheço. Obrigada. E agora vou escrever e fazer emendas que tambem eu tenho um presente para acabar.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Waiting/esperar

18.5.17

Há duas coisas para as quais nunca tive jeito. Esperar e trabalhar em equipa. Estar dependente do que os outros tem de fazer. 
Estou por isso, à espera. À espera de aprovar ideias dos outros sobre o meu trabalho. Falta pouco. Esperar, dizem que é uma virtude. 
Não estou curiosamente nem ansiosa, nem nervosa. Eu sei que ficará perfeito. 
E falta pouco. Muito pouco. 
Vai valer a pena. É como diz a amiga da Sónia Sapinho: ter sorte dá muito trabalho. E dá. 5 meses de muito trabalho e muitas horas sem dormir que nunca vamos recuperar (diz a ciência); como diz a Christine, i will sleep when i never have to wake up again. 
Ter filhos, plantar uma árvore, escrever um livro, escrever outro. 
No final, não que não queira que sintam orgulho em mim, no meu trabalho. Mas, acima de tudo, que eu mesma sinta.
Esperar. Mas sempre com as mãos ocupadas.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Afinal, não sei escrever português

10.5.17
              

Muitas vezes as pessoas dizem que dou muitos erros, e é mesmo verdade. Em dias como o de hoje, apercebo-me de facto de como dou muitos erros de gramática, nunca sei onde ficam os acentos. 
Na realidade eu só soube da existência de acentos já tinha 10 anos. Quem me ensinou a escrever português foi a minha mãe. Ela só tem a terceira classe. Foi um grande feito, parece-me.
Eu nasci e vivi no Canadá até aos dez anos, e, por muito que leia, por muito que me esforce, tenho este pequeno senão. Não fica bem nos posts, muito menos nos livros. Gosto muito da minha revisora, porque ela deve ser alguem muito paciente.
Consegues adivinhar quem sou eu na fotografia?
 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Registos

9.5.17

Há qualquer coisa que me atrai nos registos, e não falo das milhares de fotos com que inundo a internet e que são do meu trabalho, mas falo de resgistos diferentes. Todos os anos tiro uma fotografia  para sinalizar o meu aniversário, esta que seguro é a do ano passado, mas um dia hei-de passar aqui as que tenho tirado ao longo dos anos. Esta do ano passado não fui eu que tirei, mas normalmente são selfies.
Breve tiro outra. 
Um ano, quase. Neste ano tenho outros registos, uns que não mostro porque não quero, uns que não mostro porque não posso, outros não mostro ainda, mas mostrarei breve. Dizem que é dia 23 de Junho.
Os registos tem algo de intemporal, este registo de que falo, é dos que ficam, que vão prolongar-se ao longo dos anos, uma especie de presente, uma espécie de prolongamento de quem eu sou, de quem nos somos. 
São assustadores, sempre, estes pequenos saltos. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

May i.

2.5.17

#seethingswithyourheart #seepeoplewithyourheart #makeallthingswithyourheart

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pocket friendship. Carry it around

28.4.17

Há coisas que não são nada fáceis de fazer, e acreditem de quiserem, carteiras pequeninas em pele não são para mim nada simples. Sou demasiado exigente, talvez. Nunca fica perfeito. 
Mas há amigos para quem é fácil fazer coisas, não pela coisa em si, mas porque quase estás a ver o sorriso e o gesto de levar ao nariz para cheirar, como se fosse o cheiro de alguma coisa que não seja para comer, que faz a coisa bem feita.
Não levei 15 minutos, levei toda a manhã, entre sair para comprar a pele, fazer o molde, colar entretela, depois de escolher o jaipur (já repararam que estou obcecada por jaipur, certo?); mas, e todas as coisas tem um, agora está pronta. Com três divisões para papelinhos, notas e cartões, e, a certeza que a amizade é para se trazer perto, no bolso, à mão de semear.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O rescaldo.

20.4.17


"I do not want dolls.
I do not need dolls.
Yet...
When i see your joy in holding what you have made... I want a doll!
Your creativity is beautiful"

Recebi esta mensagem de um senhor que eu nem conheço pessoalmente mas segue o meu trabalho. Na rua, várias pessoas me pararam para dar os parabens pelo meu trabalho, telefonaram-me, e ainda, o mais importante, estes sorrisos da fotografia, são aquilo que me move.
As coisas mais bonitas que eu já fiz foram feitas para oferecer, o dinheiro é algo que precisamos todos, mas isto não foi trabalho. Deu trabalho, claro, pelo menos tres dias de andar de um lado para o outro, olhar para fotos, imprimir as tshirts depois de pedir à Mónica que me desse os desenhos originais. Deitei-me tarde estes dias todos, e ainda me levantei no meio da noite, porque me lembrei que o boneco precisava de uma pulseira. 
Desenhei tatuagens, e voces nao sabem que sou mesmo má a desenhar...

Mas, eu não sei há quantos anos entro neste lugar. Este onde fui entregar os bonecos. E, são sempre as pessoas que fazem os lugares, que os marcam. Que os tornam como a nossa casa, onde nos podemos sentar e poder comer a batata frita com a mão, ou cair na casa de banho e ficar sei lá quanto tempo sem saber onde raio ficou a maçaneta da porta (private joke). Ter vontade de voltar. Ter vontade de fazer bonecos. 
Eu gosto de pessoas. Pessoas que tem paciencia de aturar outras pessoas. Uma inspiraçao. Um dia também hei-de ser assim. Quando for crescida, talvez.

domingo, 16 de abril de 2017

Essa coisa chamada descanso

16.4.17

Pode ser apenas um jaipur que transformas num vestido para mim e numa gola para oferecer. Ler metade de um livro do Murakami e mudar de ares. Dizem que eu não sei descansar, mas o descanso de cada um é exactamente o quê?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Inquietitude

12.4.17

Eu nunca estou quieta com as mãos, mesmo quando elas não estão em sintonia com o meu cérebro, elas fazem sempre alguma coisa. Tenho sempre coisas para fazer, e elas sabem o seu caminho. Não preciso pensar para fazer um chapéu, ou um saco. Ainda assim confesso que estão ansiosas por avançar num outro projecto. Pegar novamente nos planos interrompidos. 
Quieta não. 
Elas tem sempre uma espécie de sede de percorrer.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Coisas importantes - stuff that matters

10.4.17


Tudo tem uma medida. O nosso corpo, o nosso QI, o salto que damos no futuro. Os likes que damos e os que não damos, que nos reclamam. Os likes que nos dão. Há uma medida para o bom gosto, para o mau, para as coisas certas que fazemos, para as que nunca fazemos. 
Tudo com conta, peso e medida, dizem, mas ninguém sabe quais são, essas contas, os pesos, as medidas.
Algumas pessoas contabilizam tudo. Outras, nada. 
Algumas mulheres gostam de jóias, de coisas que brilham, sapatos de salto.
Eu gosto de muitas coisas, já achei algumas outras coisas importantes. Hoje gosto de tecidos e linhas, tesouras. 
Também gosto de medir coisas. E de medidas.
(Temos aqui nas Caldas da Rainha uma boa feira de antiguidades e velharias. Cada segundo domingo do més. É tida em boa conta, dizem. Foi lá que encontrei este tesouro.).

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fashion revolution week is comming

5.4.17

Esta foto é apenas uma foto de uma rouoa que eu mesma fiz, não preciso de uma recolução, se bem que entenderem alguma coisa mais sobre o que faço seria sempre bom. Mas, esta revolução não e sobre pessoas como eu, que fazemos o que fazemos mas trabalhamos como "queremos" como dizem alguns.
Esta revolução é para mostrar ao mundo que as verdadeiras pessoas que trabalham para fazer as nossas roupas do dia a dia m não tem condições, algumas ainda deviam estar a brincar na rua, outras devia, ganhar mais do que um prato de sopa, e trabalhar em condições humanas.
Na semana da fashion revolution, que é este ano de 24 a 30 de Abril, tira uma foto tua com a etiqueta da rouoa que vestes à mostra, e coloca o hastag #whomademyclothes para que as marcas respondam.
Vamos ajudar a tornar o mundo da moda mais transparente e justo.
Nessa semnaa tambem vou mostrar etiquetas da minha roupa, hoje, nesta, posso dizer #imademyclothes e nalguns casos #imadeyourclothes

Vamos participar?

terça-feira, 4 de abril de 2017

I am taking you to the next level.

4.4.17

Esta foto foi uma espécie de brincadeira com o façto de eu não ver do olho direito. Ainda bem para todos que, a visão e uma VISÃO, não serem a mesma coisa.
Ainda bem que se consegue ver para alem so que os olhos veem, ah pois, o velho cliché do tal príncipe em ponto pequeno.
A Re-uZ nunca foi uma brincadeira. Eu nunca brinco com trabalho, mesmo quando pareço a estar. As agulhas e linhas com que me coso, são um prazer, mas.
Mas.
Mais cedo ou mais tarde, havia de levar isto mais a serio, porque estas 4 letras merecem. Como sempre vou ter de contar com a vossa ajuda, para divulgar, estimar, dar valor. Porque é mentira que eu não me importo com o que as pessoas pensam, sem querer dizer que mudo de direcção se não estiverem de acordo, opinem, sempre que puderem e quiserem. 
Vou dar mais valor ainda a este meu projecto. Ja começei hoje mesmo, em breve espero que a Re-uZ seja algo que muitos mais conheçam e acima de tudo estimem.
porque eu só vejo de um lado, mas com a ajuda da visão dos outros, posso aprimorar a minha. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pois.

3.4.17
So quem me conhece muito bem sabe o quanto corro. Não faço jogging, nem running, mas corro, corro. So quem me conhece mesmo bem, vê os quilometros que a minha mente percorre, que o tum-tum do meu coração, esse que trago na boca, dizem, pulsa.
E perguntam os outros: mas o que é que aquela rapariga faz? Faz coisinhas com as mãos, parece.
E isso vale a pena, tanta correria?
Hmmm. 
Dizem sempre que não vale a pena correr. Mas digo-te eu, se tens um sonho, corre. Não o vais agarrar com pés de chumbo. E ha sim coisas que valem a pena, pois.

quarta-feira, 29 de março de 2017

It's happening

29.3.17
I
Sei que está longe do ponto final, embora esteja escrito. Ainda falta o ir e vir, os pontos e vigulas, mudar isto e aquilo, escolher as melhores fotos. E já na Sexta. E depois há-de regressar meia duzia de vezes, até alquém dizer: FIM.
E eu não sei explicar, o que se sente, mas deve ser bem parecido com teres um filho e agora ele vai ter de ir sózinho, por aí. Vai ter boas notas, ou más. As pessoas vão dizer coisas como: ah, devias ter posto isto, e aquilo. Alguns dirão, ah, a minha foto não estava nada bem, e outros perguntarão: Mas vale a pena? Porque se valer mesmo, ninguem me vai ver de carro novo, o mais certo é comprar outra bernina.
Não sei explicar, mas já sinto também uma estranha sensação de vazio, agora que não tenho estes projetos para fazer, não tenho uma obrigatoriedade, agora que dediquei tanto tempo a este filho, que agora que ele vai finalmente sair de casa, penso, e agora, vou fazer o quê?
Para já vou sentar-me e escolher fotos, e ler e reler mil vezes a lista dos agradecimentos, para ter a certeza que não me esqueci de ninguem. Afinal, este livro foi feito por causa de uma pessoa, e acabou por ser, penso eu, um livro cheio de afetos, e pessoas de quem eu gosto muito. Sem pessoas seria só papel.
Alguem me dizia no outro dia, para simplesmente agradecer ao universo. Convenhamos que sem o universo nada seria possivel, mas ele não deixou de ir trabalhar, ou se levantou mais cedo. 
Hei-de Agradecer a toda a gente como deve ser, mas aqui, hoje, vou só agradecer aos meus queridos modelos, já que hoje foi dia de fotos. Ao Romeu, à Maria, ao Daniel, à Sara, as filhas do Fernando, ao Luis, Tânia, à Cristina, à Vânia, Maria João, à Joy e à Alice, Your're the best. You make me want to be a better person. 

terça-feira, 28 de março de 2017

Tenho saudades do calor e de poder andar de ombros ao léu.

28.3.17

Por isso, mesmo com frio, começei as túnicas. Únicas, sem repetições. Sem molde. Snip & sew.

quinta-feira, 23 de março de 2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

Zelon & Zada: Coisas "velhas" ou renovadas?

22.3.17

São filhos do mesmo projecto e nenhum deles está para venda. Tenham paciéncia. O Zelon aZtronauta foi inspirado por alguém e terá de ir breve para casa e estará mais ou menos disponivel mais tarde (num projeto especial) e a Zada dos dentes foi feita como protótipo e as suas irmãs estarão em breve disponíveis para quem quiser. Tem um bolso de ganga para guardar os dentes, e asas em batik, e esta foi feita com umas calças da Alice, a minha filha que está a perder os dentes e precisa dela.
São a prova de que com amor e carinho podemos fazer das coisas que uns não querem ou precisam, algo que pode ainda guardar muitas memórias no futuro.

terça-feira, 21 de março de 2017

Meet Zelon, the aZtronaut

21.3.17

O prazer que eu tive a fazer este pequeno ser. Foi feito para alguem bem crescido, logo também me passou muitas vezes pela cabeça que achasse um perfeito disparate. 
Fazer bonecos remete-nos para a infância, e a primeira boneca que eu foz tinha 12 anos. Sempre gostei e ainda gosto destas pequenas criaturas que nos olham do fundo do nosso ser, porque é impossível não lhe dar uma especie de alma, personalidade. Não tem boca, de proposito. Assim pode rir ou chorar, e, o que mais gosto nele, este pequeno astronauta, é que, não só o adulto para quem o fiz parece ter gostado, mas, foi maravilhoso ver a quantidade de likes que teve no facebook quando o mostrei ainda inacabado, ontém à noite. 
Faz pensar que enquanto os adultos ainda gostarem destas coisas, há ziguezagues a bater forte neste mundo.
Nothing makes me happier.



terça-feira, 14 de março de 2017

She

14.3.17

Das coisas que ela sempre gostou desde que saiu cá para fora, as minhas camisolas de renda. Mal se senta ao meu colo é isso que procura, e quando brinca, às crescidas, é isso que veste. 
Olha mãe, o rosa é o meu vestido, estou vestida como tu, ah, a cinzenta é tipo uma super capa.
Afinal, sempre sou super.
(#asduasafazerdeconta)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Dos panos e "peles" e das pessoas.

13.3.17


Dos panos, já sabem o que penso.
Das pessoas, das que me "seguem" e confiam, não sei o que dizer. 
Alguns destes foram emprestados por amigos, mas de alguém que nem conheço pessoalmente, e so porque pedi no facebook, ter confiado ao ponto de me entregar os panos assim no meio da rua, e ter dito apenas "depois falamos", o que se diz? 
Às vezes há pessoas que nos dão esperança, de que afinal, os humanos ainda o são.
No final deste projecto parece-me que a lista de agradecimentos vai ser longa.
Agora se eu fujo com os batiks? Hmmm?

sexta-feira, 10 de março de 2017

Sair do armário

10.3.17

Aquelas coisas que estão ali penduradas ha anos, e pensas, ah, não posso deitar isto fora.
De repente tens uma ânsia de atacar o armário com a tesoura na mão. 
Qualquer dia alguém vai ter de me segurar, mas enquanto não conseguirem, deixo a inspiração tomar conta de mim.
There's hope for me, as long as batik exists.

terça-feira, 7 de março de 2017

Vícios tramados

7.3.17

Para além do café, acho que o meu outro vicio é o trabalho. Claro que o meu trabalho inclui uma data de coisas e parece que cada vez tenho outras. 
Andava meio bloqueada, mas agora que passou, cuidado comigo e com a minha tesoura. Ja olho para as pessoas a pensar o que vou fazer com a roupa delas.
Estas calças novas da Alice eram antes uma camisola do Paolo. E não, não as roubei...,mas agora que vi que ficam giras, ele bem pode agradecer eu nunca chegar ao estendal do segundo andar.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Partir tijolo - saldos

6.3.17


Muito pesquisei nas minhas fotos para ver se encontrava alguma que retratasse de alguma forma esta conversa, e esta foi a única que me pareceu minimamente aceitável. É mais ou menos como partir tijolo. Todos os dias um bocadinho.

Eu sei que as pessoas não fazem por mal, não param para pensar, penso, na realidade. Não sabem a realidade? Não veem noticias? Posts no facebook sobre a industria textil? Fazem like mas não leem? 
Aquelas fotografias das criancas a trabalhar? Ring-a-bell?

Contra mim falo, eu tambem nao devia comprar muitas marcas que compro, e se e bem certo que a cada dia penso mais nisso, e compro menos, tambem sei que se pararmos de comprar, aquelas pessoas, crianças, tambem nao vão ter a vida mais facilitada. As coisas estão tão enroladas, tão enlinhadas, acabas por ser preso por ter cão, e preso por não ter. Se compras estas a contribuir para o trabalho infantil, para a exploração humana, se não compras? Vão almoçar amanha?

Esta conversa podia continuar horas a fio e eu não chegaria a uma conclusão, ainda assim, esta conversa tem a ver com outra coisa.

Sabemos porque as roupas que compramos, as malas e acessórios,  são tão baratas, certo? Tambem sabemos porque fazem saldos? Certo? Como conseguem fazer saldos, certo?

Quase todas as semanas alguem me pergunta quando vou fazer saldos, se vou fazer, se faço promoçoes, e, as vezes até arrisco um dia sem portes, mas.
Mas.
Um dia sem portes implica que eu trabalhe algumas horas sem receber.
Se eu trabalho peças únicas, com materiais de qualidade, ou estou horas a fio a fazer uma peça, se criei o meu proprio emprego, onde pago os meus impostos e sou administrativa, costureira, criadora, relações publicas, no final do mês, seria só de esperar que eu recebesse um pagamento, o salário. Assim como qualquer outra pessoa.
Por isso, parece-me que, sem querer ofender ninguem, a melhor resposta que eu posso dar para que entendam, as pessoas que não fazem estas perguntas por mal, que eu sei, quando me perguntam se faço promoçöes ou saldos, é:

Fazes promoções no teu salário?
Algumas pessoas são obrigadas a fazer, eu sei, mas, gostas?
Pois, é isso.



sexta-feira, 3 de março de 2017

Tesouras ou tesouros?

3.3.17

Cada criatura terá uma noção diferente do que são tesouros. Para mim, pasme-se, são estas coisas que em inglês se chamam, curiosamente "notions".
a Merchant & Mills tem tesouros maravilhosos, com uma qualidade e bom gosto indescritíveis. 
Desde as agulhas e alfinetes às tesouras (ai o que eu gosto de tesouras), para quem gosta de passar o dia rodeada de inspiração, para quem precisa dela, posso dizer que hoje tive boa companhia.
tive também boas ideias.
Today was a good day.
Para que, tambem quer, passem na Retrosaria da Rosa Pomar, claro. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Destruir para criar. Upcycle.

2.3.17

Já é o terceiro objecto que faço com esta "tecnica" literalmente destruir para juntar e criar um tecido. Nenhuma das peças foi oara venda, pelo trabalho que dá. Quem sabe quando finalmente terminar a minha saga de escrita possa fazer muitas coisas bonitas para ver se ganho algum, mas agora, confesso que a cabeça anda tão ocupada com palavras; 
Estou muito contente com o resultado, ja tinha feito este molde para outra bolsa, e digam-me voçes o que acham?
Serviu um pouco de desbloqueio, e de noite, no turno da noite, digo, isso é que vai ser espalhar palavras num ficheiro secreto que tenho em casa. 
Zelia, prepara o chocolate e o chá, as batatas fritas, o queijo, e as tostas. Esta noite vai ser longa.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Contagem decrescente....

1.3.17

Da vontade que tenho de cortar coisas para juntar tudo de novo, já vos falei muitas vezes.
Da inspiração ou não, também.
Falta este mês. Estou em contagem deccrescente. Fotos. Escrever notas breves no meu caderno. E notas maiores sentada nas horas lentas de noite.
Se parte de mim quer que o tempo passe rápido, a outra tem medo que não chegue, para ficar perfeito.
Acho que até agora só está perfeita a dedicatória. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Lembrar ou não esqueçer?

28.2.17


O facebook todos os dias me lembra as coisas que publiquei neste mesmo dia em anos passados. Tem uma certa graça, as memorias boas, as que não são, apenas doem.
Faz um ano e um dia terminei estas meias que sendo das mais simples que já fiz, são de certeza as mais bonitas. Não pelas meias em si, mas porque no dia em que as entreguei, vi emoção no rosto de alguem, isso é o verdadeiro agradecimento e paga de seja o que for que fazes com o teu tempo. 
É bom que possamos ter boas memorias do nosso tempo, porque elas são a única coisa que fica dele. 
É tambem bom saber que umas meias não servem apenas para aquecer os pés.
Ainda sobre as lembranças que o face nos traz, todos sabemos que as coisas boas, não precisam ser relembradas por um qualquer mecanisco virtual. 
As coisas que ficaram gravadas em nós não se esquecem. 
Ainda assim, gosto muito de ver e rever estas lembranças e fotos. Tambem servem para aquecer.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Coisas de Gaja

23.2.17
As gajas são complicadas. Tem neuras. Falam demais. Tem a mania que são engraçadinhas. Pensam demais. Comem coisas estranhas misturadas. Gostam de cafés curtos com chantilly. Gostam de ir a sítios onde já não é preciso perguntar o que querem. As gajas sabem o que querem, mesmo quando não parece. Tem dias. Riem de coisas parvas. Riem de coisas sérias. Sonham alto. Tem sonhos impróprios para idade. Escrevem livros. Pensam que escrevem livros, na realidade escrevem uma espécie de... Fazem tudo demais. Depois um dia sentam-se e fazem um vestido. Somos assim as gajas. Temos dias o tecido que que está ali à espera à uma data de tempo, combina na perfeição com as collants e as sapatilhas que alguém escolheu para elas, ainda sem saber que ficavam a matar. Que tal o meu vestido?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Bipolaridade ou a falta de inspiração?

22.2.17
Antes de ter assumido que era artista, e reparem que não sei se sou ou não, mas, na verdade tenho de me dar um nome qualquer, achava sempre que os artistas eram uns tipos estranhos. Tinham neuras, davam-se ao luxo de dizer coisas como "estou em processo criativo, não me chateies", e outras coisas mais que eu achava serem totalmente absurdas. Na realidade, eu nunca tinha sido "obrigada" a criar coisas novas todos os dias. E se as ideias surgem fácilmente, isso não significa que as ideias certas cheguem na hora certa. Agora por exemplo, tenho um livro para escrever. Talvez se nunca tivesse escrito nenhum, as ideias me fossem caíndo ou subindo (não sei para que lado são direccionadas as ideias. Talvez se eu nunca tivesse escrito um, não tivesse sobre a cabeça esta dura responsabilidade de chegar pelo menos onde chegou o outro. 3º lugar do top fnac. Não será fácil. Na semana passada, alguém me enviou um email a elogiar o meu trabalho, e acabei por trocar meia dúzia de ideias sobre esta coisa de ter neuras quando se cria, da falta de ideias, de não ser fácil. Deve ser o mesmo tipo de responsabilidade de um ator que consegue apenas um bom papel na vida e depois cai no esquecimento, ou de um músico que tem de igualar aquele HIT. No meu caso confesso que me inspiro numa fonte, e a fonte da inspiração não está cá para vir opinar, dizer olha que este projeto está bom, e ás vezes preciso de uma espécie de brainstorming, porque afinal, a opinião dos outros conta. Pode não contar a para uma vida privada, se gostam de mim ou não, se sou bonita ou feia, se escrevo bons posts no facebook ou tiro fotos giras, mas, se vais viver disso, não podemos dizer, Ah, estou a lixar-me para a opinião dos outros. Tal como disse este meu colega, com quem falei, a ideia é agradar ao outro, para nos preenchermos. Não sei porque estou a escrever isto, é certamente mais para mim do que para vós, uma espécie de egoísmo e incerteza, que calha a todos acho, espero. Amanhã a inspiração bate-me ou vou ter de escrever sem ela, mas, no hotel Madrid, nem todos os dias são de Artista.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Paragens

20.2.17

Às vezes sinto que estou a lutar contra a criatividade e contra o tempo, que parece ser, neste momento, a vários níveis, o meu pior inimigo. 
Conhecendo-me, sei que no final vou ficar feliz. As colaborações acho merecem, vocês acho merecem e eu, mereço que no final isto seja um bom trabalho. 
Fazer muitas coisas ao mesmo tempo é algo que o tempo, parece não gostar.

sábado, 28 de janeiro de 2017

One day, when i am gone.

28.1.17


Na minha casa, é como na casa do ferreiro. Não tenho as cortinas a combinar com as almofadas, a manta do sofá não fui eu quem fez, e está rasgada em dois sítios. Se andar a pescar uma ou outra peça feita por mim, não darão muitas. Sei que algumas ficam decepcionadas com o chepeto de pau. !(Não sei escrever chepeto?); não sei explicar porque é assim, tantas peças que já fiz ao longo da vida, mesmo as que foram feitas antes de eu viver de fazer coisinhas com as mãos.  Mas é. 
Agora, que faço peças de outras peças, coisas que pertenciam a pessoas, caregadas de memórias, que as transformo, que lhes dou uma outra carga emocional, dou por mim a pensar. se acreditasse na vida após a morte, será que essas criaturas gostariam do que eu fiz? As calças de um avô numa almofada. 
Tenho algumas coisas que a minha avó materna fez, rendas de bilros. Guardo-as com amor especial. São o tempo dela, do tempo dela, o tempo que ela já não tem. 
No outro dia brincava com o facto de algumas pessoas terem muitas peças minhas, que na minha ausência, podiam fazer uma exposição, um mini museu, já fiz mesmo muitas peças. E claro, a maior parte delas está espalhada, e não tem o valor das peças da avó, porque foram feitas para vender.
Mas, das coisas que faço e dou, das que reservo o direito de deixar um retalho de tempo, acho, não, tenho a certeza, que um dia, quando eu for desta para melhor, seja lá onde isso for, seja lá que idade eu tiver, que a única coisa que quero é que quem ficar possa olhar e sentir o mesmo que sinto quando pego em algo que alguem que já partiu fez. Não sei o que lhe chame.
ajudem-me, talvez lhe chame "memória".

domingo, 8 de janeiro de 2017

Tal como pele.

8.1.17
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Há muitos anos atrás, estudei sobre pele. Oxitocina e pele. Que a pele tem memória. Que essa memória nasce no ventre, e morre apenas quando morremos. É uma ideia da qual gosto.
Mas este post não é sobre pele. É sobre tecidos. Sobre Batik, que é certamente o meu tipo de tecido preferido. Não pela qualidade, mas pelas memórias que associo a ele. 
O primeiro batik que ganhei foi da mesma época em que eu estudava sobre pele. Tinha vindo de África, estava carregado de memórias felizes de bebés que eram carregados ao colo e foi a minha querida Sofia Valente quem me deu. Um dia comprei o cor de rosa, da fotografia. Apenas um tecido com rebordo, era "africano" mas tinha vindo da Holanda, de onde vem muitos, muitos tecidos africanos (ah, pois é, e lá que são feitos); esse pano passou a estar impregnado de memorias, de tardes deitada ao sol numa praia qualquer, ou de usá-lo no parque, para me sentar, a tricotar, aqui e ali. No porta bagagens do carro, dentro do meu saco, num pique-nique. Ele carrega as minhas memórias, muitas. 
A Virginia deu-me tambem alguns batiks, um dos quais está na foto superior direita, que morou no meu sotão, na minha sala, e um dia fiz-lhe um rebordo e ofereci ao Romeu.
e os outros dois foram oferecidos neste natal, pela Rita Inglez, uma quase desconhecida, que os teve 20 anos e depois achou que eu era merecedora de fazer algo com eles. Um entreguei, e o outro, do canto inferior direito, há de ser ou uma saia ou algo que me lembre mesmo antes de fazer a saia, ainda estou indecisa.
A magia do batik para mim, é que não precisa de nada para durar, para ficar bonito, para ser especial. Só precisa de tempo, para carregar memorias e ser algo especial, que olhamos e nos faz lembrar momentos e gente.
Tal como a nossa pele.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Não sei explicar.

4.1.17

Não sei explicar porque gosto tanto de fazer meias. Também não sei explicar o bom que sabe, quando se entregam um par de meias a quem aprecia, nem o quanto me aquece essa ideia de saber que alguém estima o que fazes. 
Sei o que é calçar umas meias que alguém te fez, de proposito para ti, porque já tive essa sorte. É um aconchego bom, quase um colo mas os colos são junto ao coração e este é na outra extemidade. 
E claro que também sei, que um par de meias se compra por meia duzia de tostões. Mas como li há bocado, "caraças", não tem nada a ver. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Faz o que digo, não faças o que faço...

3.1.17

Existem mil e um conselhos que se dão, que eu dou, para as pessoas que se iniciam na arte de tricot. especialmente nas meias, há um muito importante, porque o novelo para meia normalmente tem 100 gramas, e cada meia usa aproximadamente 50, era mesmo bom dividir o novelo para que depois não aconteça o que ultimamente me acontece, que a lã não chega para a segunda. 
Fazer meias continua a ser para mim algo muito especial. Já as faço por instinto e por muito que se saiba, continua sempre a ser por tentativa, erro. Ou seja, mesmo que use umas agulhas 2,5mm cada lã reage de modo diferente, não é uma ciencia exacta. Para a mesma pessoa, e estas meias são de homem, já fiz umas meias com 64 malhas de inicio, 16 para cada agulha, e estas tem apenas 56 malhas, só para terem uma ideia de como todas aquelas perguntas que me fazem e ás quais tento responder, não valem para qualquer lã, nem para qualquer mão, ou tensão. 
Assim, posso dizer que estas meias estão temporariamente encalhadas.
Por isso, não faças o que eu faço, faz antes o que digo. Que eu saber, sei, fazer o que devo é que sei lá, talvez devesse ser uma determinação de novo ano.